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Covid-19: Vai doer, mas temos que vencer!

Atualizado: Abr 2

Eu tinha alguns planos para este ano. Programei-me com certa dificuldade. Fiz projeções e me permiti sonhar com certas conquistas. Dias desses estava confiante e muito feliz com as metas que estavam cada vez mais próximas de serem alcançadas. Nada muito complicado, nada muito revolucionário. Mas sabe, seriam conquistas importantes para mim.


Sempre ouvi dizerem que a vida é um sopro. Que o amanhã talvez não exista. Que nada é eterno. Que tudo pode mudar de uma hora para outra. É verdade. Também sempre entendi e aceitei que isso é a mais pura realidade. Agora, nunca, jamais poderia imaginar que tudo seria como parece que será.

Nunca pude imaginar que os planos que fiz este ano se resumiriam a pensar se terei o que comer em alguns poucos dias. Que talvez já não exista dentro de alguns dias o mundo que vivo e aprendi a conhecer. Que talvez o meu trabalho já não esteja mais lá, assim como também o companheiro de trabalho.

Pessoas queridas ou não, conhecidas ou não podem em breve não mais estar aqui. Isso não fazia parte dos planos que fiz no início do ano. Nem mesmo dos planos que fiz semana passada quando me arrumei para ir trabalhar. Ainda não entendi perfeitamente que situação é esta que estamos prestes a viver.

Em todas as possibilidades de risco que coloquei em meus planos, nunca pude imaginar uma situação destas. É impossível prever algo assim. É surreal. Ainda me pergunto por que tudo isso está acontecendo. Alguns afirmam ter relação com as coisas de Deus, outros opinam ser algo científico com explicações possivelmente mais concretas.

Mas o que ninguém consegue descrever é a dor que isso tudo causa e pode causar. Como explicar o seu velho pai ou o seu pequeno filho sentindo a dor da fome dentro de alguns dias? E como ter coragem para enfrentar ou infectar os nossos em uma briga contra um inimigo invisível? Difícil demais. Realmente nunca consegui planejar isto, jamais.

Em livros de história sempre aprendemos sobre pragas, guerras e calamidades. Mas nunca imaginei fazer parte da história desta forma. Como conseguir aceitar que isto está acontecendo. É inimaginável. É doloroso demais. E parece que a dor só irá crescer. Sem respeitar limites e planejamentos.

Cada um de nós sabe lá no fundo que nunca imaginou um dia viver isto. Sabe que pela primeira vez em nossas vidas o incerto se faz mais profundamente presente do que o mais rigoroso dos planejamentos. Em breve, a única coisa certa que podemos prever é o aumento inevitável da dor.

É duro. Em meus planos não estava abandonar tudo e lutar na rua por comida. Nem mesmo passar a trancar minha casa com medo de ser saqueado pelo meu vizinho. Também não planejei me despedir de meus amores sem poder me despedir fisicamente. Como imaginar que em poucos dias isso e muito mais deverá acontecer? Não dá.

Cada um no seu tempo, mas todos já estão percebendo o tamanho da situação. É dramático quando queremos planejar e esta opção não existe mais. O desconhecido é bom quando nos leva a sabores e lugares admiráveis. Mas é devastador quando nos empurra cada vez para mais próximos da desgraça.

Que dor. Que tristeza. Psicólogos tentam contribuir com as pessoas. Pastores, padres, os mais diversos líderes religiosos tentam aconselhar espiritualmente. Nada será tão necessário neste momento como cuidar das pessoas. Talvez o único planejamento aceitável seja este. Tratar as nossas feridas. Que jamais deverão ser tão grandes como serão agora.

Sinceramente, que Deus esteja conosco neste momento de dor que está por vir. Deus abençoe os nossos lares e permita a cura deste mal sem precedentes em nossas vidas. Vai doer, mas quero vencer, temos que vencer!

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